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Foto: Divulgação/ Polícia Civil de São Paulo

Um catador de materiais recicláveis, de 20 anos, foi preso na madrugada desta sexta-feira (6) suspeito de incendiar um automóvel no bairro Jardim Jequitibás, em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. A polícia apurou que o jovem pretendia atingir o veículo de um homem que, segundo ele, teria o agredido momentos antes, mas acabou colocando fogo em um carro que não tinha qualquer relação com o conflito.

De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito estava acompanhado de um adolescente de 16 anos. Após a suposta agressão, os dois solicitaram um carro por aplicativo e passaram a seguir o veículo do homem que consideravam o agressor. Durante o trajeto, a dupla parou em um posto de combustíveis, onde comprou um galão e o abasteceu com gasolina.

Ao chegarem ao bairro Jardim Jequitibás, os suspeitos perderam o contato visual com o carro que vinham seguindo. Pouco depois, avistaram um automóvel semelhante e, acreditando de forma equivocada que se tratava do alvo, despejaram combustível e atearam fogo no veículo.

A proprietária do carro relatou à polícia que dormia com o filho pequeno quando foi despertada pelos gritos de vizinhos. Ao sair da residência, encontrou o automóvel em chamas. Ela afirmou não conhecer os envolvidos e classificou o ocorrido como um erro grave, sem qualquer motivação pessoal.

O veículo teve parte da estrutura e dos componentes internos destruídos pelo fogo. Durante a ação criminosa, o adolescente sofreu queimaduras e chegou a ser levado a uma unidade de saúde, mas fugiu do local antes de ser localizado pelas autoridades.

O catador foi identificado e preso em flagrante em sua residência. A prisão ocorreu após o motorista de aplicativo que transportou os suspeitos no início da ação comunicar o caso à polícia.

Segundo a polícia, o jovem possui um extenso histórico criminal, com registros por furto, furto qualificado, receptação, lesão corporal, porte e tráfico de drogas, além de corrupção de menores. Ele já havia sido preso em flagrante em outras três ocasiões e liberado posteriormente por decisão judicial.

O caso foi registrado como incêndio criminoso e corrupção de menor e segue sob investigação da Delegacia Seccional de Presidente Prudente.

Com informações do Metrópoles