Um incêndio na tarde desta terça-feira (25) na Penitenciária de Marília, no interior de São Paulo, deixou sete detentos mortos e outros 12 hospitalizados após inalação de fumaça. A informação foi confirmada pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).
Segundo a SAP, o fogo começou no setor de inclusão do presídio depois que um detento ateou fogo aos próprios pertences. Agentes penitenciários também passaram mal devido à fumaça e precisaram de atendimento médico.
Atendimentos
De acordo com a Prefeitura de Marília, 20 pessoas foram atendidas em unidades de saúde da cidade:
– Hospital das Clínicas (HC): quatro atendimentos — dois óbitos e dois pacientes em estado grave;
– Santa Casa: três pacientes graves, todos intubados;
– UPA Norte: cinco atendimentos — quatro casos leves e um moderado;
– UPA Sul: três casos leves;
– No presídio: cinco mortes confirmadas no local.
Combate ao incêndio
Policiais penais iniciaram o combate às chamas antes da chegada do Corpo de Bombeiros e do Samu. Equipes do Baep e da Força Tática também deram apoio na ação e na remoção dos feridos.
Hospital das Clínicas e Prefeitura se mobilizam
O Hospital das Clínicas informou que ativou imediatamente seu Plano de Contingência para absorver a demanda de pacientes vindos do presídio. Em nota, destacou que o atendimento foi realizado sem prejuízo à assistência e que, por conta da LGPD, não divulgará o estado clínico dos feridos.
A Prefeitura afirmou que foi acionada logo após o incêndio e acompanhou toda a operação de resgate. Segundo o município, as equipes do Samu distribuíram os atendimentos entre UPA Norte, UPA Sul, Santa Casa e HC conforme a gravidade de cada caso.
O comunicado ressalta que “todas as portas de urgência e emergência atuaram de forma integrada, com equipes reforçadas”, e que o município segue monitorando a situação e prestando apoio às vítimas e familiares.
SAP abre investigação
A Secretaria da Administração Penitenciária informou que instaurou procedimento para apurar o incêndio e que está em contato com as famílias das vítimas. Em nota, lamentou profundamente o ocorrido e confirmou que sete internos morreram após inalar gases tóxicos.









