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Foto: Reprodução/HN'Notícias

A Polícia Civil identificou o suspeito de deixar bilhetes com mensagens invasivas em mochilas de meninas dentro de ônibus do transporte coletivo de Criciúma.

O caso, que ganhou repercussão após denúncias publicadas pelo HN Notícias e relatos compartilhados nas redes sociais, segue sob investigação da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami).

Conforme apurado pela polícia, o homem identificado seria ex-namorado de uma das vítimas. Até o momento, dois boletins de ocorrência foram registrados. As vítimas têm 16 e 21 anos.

A identificação do suspeito ocorreu a partir de informações reunidas durante a apuração e de diligências realizadas pela Polícia Civil.

Agora, a investigação segue com análise de imagens de câmeras de segurança dos ônibus e terminais, além da oitiva formal das vítimas e do interrogatório do suspeito.

O caso veio à tona após jovens relatarem que encontraram bilhetes com mensagens de teor íntimo dentro das mochilas, sem perceber o momento em que o material foi colocado.

Em reportagem anterior do HN Notícias, uma jovem afirmou que o primeiro bilhete foi encontrado no dia 3 de fevereiro de 2025, dentro de um ônibus da linha Colonial. Segundo ela, outros episódios semelhantes aconteceram depois.

Além da linha Colonial, também houve relato envolvendo o ônibus conhecido como “amarelinho”, nas proximidades do Terminal Central.

Nos bilhetes, o autor fazia comentários íntimos e pedidos inapropriados, com conteúdo considerado invasivo pelas vítimas.

De acordo com a Polícia Civil, a conduta apurada pode se enquadrar como crime de importunação sexual, cuja pena pode chegar a cinco anos de prisão, a depender do avanço da investigação e da confirmação dos fatos.

A concessionária responsável pelo transporte coletivo, a Cribus, informou que tomou conhecimento do caso por meio da imprensa.

Em nota, a empresa reforçou que situações de assédio não se resumem ao contato físico e podem incluir atitudes que gerem constrangimento, desconforto e insegurança.

A Polícia Civil também pede que outras possíveis vítimas procurem as autoridades para formalizar denúncia e contribuir com o andamento das investigações.

Lei permite desembarque fora do ponto após as 22h em Criciúma

Mulheres que usam o transporte coletivo em Criciúma têm um direito que pode fazer diferença na volta para casa.

Após as 22h, é possível pedir ao motorista para descer fora do ponto, em um local mais próximo do destino, desde que seja no trajeto da linha e em um ponto seguro para parada.

A medida existe desde 2016, só para mulheres, e tem como objetivo aumentar a segurança no deslocamento noturno, reduzindo trechos de caminhada em locais com pouca movimentação.

Como funciona na prática

O pedido pode ser feito durante a viagem, mas a orientação é avisar com antecedência, para que o motorista consiga avaliar o local e parar com segurança.

  • Vale depois das 22h
  • O desembarque pode ser feito no local indicado pela passageira
  • Precisa estar no itinerário da linha e em ponto seguro

Atenção: não vale para o “amarelinho”

Um ponto importante é que o direito não se aplica aos ônibus “amarelinhos”, que fazem as linhas entre os terminais.

Dicas de segurança

  • Em situação de risco, peça ajuda e acione a polícia pelo 190
  • Se possível, sente mais perto do motorista no período noturno
  • Evite mexer no celular perto das portas ao descer
  • Combine com alguém para acompanhar sua chegada (mensagem/ligação)