A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente que matou o árbitro de futebol Bruno David Rossetti, de 32 anos, em Criciúma. O profissional morreu na manhã de domingo (23), após o carro que dirigia bater contra a parede do Terminal Urbano e pegar fogo.
Bruno foi encontrado carbonizado no banco do motorista. Segundo o delegado Márcio Neves, responsável pela investigação, imagens de câmeras de monitoramento já começaram a ser analisadas para ajudar a esclarecer como o acidente aconteceu.
Conforme as informações levantadas inicialmente, o árbitro seguia sozinho quando, em determinado momento, teria virado o veículo para a esquerda e atingido a estrutura do terminal. A dinâmica ainda será apurada pela Polícia Civil.
O delegado também informou que Bruno pode ter ficado preso dentro do veículo após a colisão. A polícia investiga ainda as circunstâncias que levaram o carro a pegar fogo e aguarda os laudos da perícia para esclarecer as causas do incêndio e do acidente.
O inquérito foi instaurado na manhã de segunda-feira (24). Possíveis testemunhas que chegaram ao local logo após a ocorrência também devem ser ouvidas durante a investigação.
Bruno era morador de Criciúma e fazia parte do quadro de arbitragem da Federação Catarinense de Futebol (FCF) e da Liga Atlética da Região Mineira (Larm). Ele era descrito pelas entidades como um profissional dedicado e apaixonado pelo futebol.
O árbitro deixou os pais, uma irmã e duas filhas. Após a morte, Bruno foi homenageado com minutos de silêncio antes das partidas entre Chapecoense e São Paulo, pela Série A, e Criciúma e Fortaleza, pela Série B, disputadas no domingo.