A morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, voltou a ganhar grande repercussão em Santa Catarina nesta segunda-feira (26), após o avanço da investigação e a circulação de uma postagem nas redes sociais que tem ampliado a revolta e os pedidos por justiça.
Orelha tinha cerca de 10 anos e era cuidado por moradores e comerciantes da região, onde tinha abrigo e recebia alimentação.
Conforme informações apuradas na investigação, o animal foi encontrado em estado grave no dia 16 de janeiro e, diante do quadro, passou por eutanásia.
O que a investigação apura
A Polícia Civil identificou quatro adolescentes como suspeitos de envolvimento no caso. Eles são investigados por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos a animais, com agravante pela morte do cão.
Dois adolescentes que também são citados na apuração estão em viagem aos Estados Unidos e devem ser ouvidos quando retornarem.
Além disso, três adultos são investigados por possível coação e ameaça contra testemunhas, em uma tentativa de dificultar o andamento do caso.
Mandados e apreensões
Na manhã desta segunda (26), a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados e responsáveis legais.
Foram recolhidos celulares, notebooks e outros eletrônicos, que passarão por perícia.
A polícia também informou que buscava uma arma citada em relatos de ameaça a testemunha, mas o objeto não foi localizado.
Postagem viral “inflama” a repercussão
Após a operação, uma postagem compartilhada nas redes sociais passou a circular com força e aumentou a indignação de parte da população. O texto fala sobre suposta intimidação de testemunha e possíveis favorecimentos.
Em um dos trechos, a publicação afirma que “justiça não existe pra quem pode pagar”.

Apesar do tom, é importante destacar que se trata de conteúdo de rede social, com alegações que não têm confirmação oficial nesses termos.
Ao mesmo tempo, a própria Polícia Civil já informou que a suspeita de coação/ameaça faz parte das frentes apuradas no inquérito.
Caramelo também é citado no caso
Além do episódio envolvendo o cão Orelha, a investigação também apura a suspeita de maus-tratos contra outro animal, o cão Caramelo, que sobreviveu.
O Caramelo foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, informação que também ajudou a ampliar a repercussão do caso.

Mobilização
O episódio provocou protestos e segue repercutindo nas redes sociais com a hashtag #JusticaPorOrelha, com pedidos de responsabilização e punição aos envolvidos.
A Polícia Civil segue com novas oitivas e com a análise do material apreendido para esclarecer a dinâmica dos fatos e definir as responsabilidades.













