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Foto: Reprodução/Redes Sociais

 


O homem de 43 anos preso em um hotel no Litoral Norte de Santa Catarina, em uma ação que apreendeu mais de R$ 5 milhões, foi identificado como José Oswaldo Dell’Agnolo, conhecido como “Lobo do Batel”.

Ele é apontado como suspeito de aplicar um dos maiores golpes financeiros em investigação no país.

José Oswaldo estava foragido desde 7 de setembro e era procurado pela Justiça Federal de Curitiba (PR), pelos crimes de organização criminosa e gestão fraudulenta de instituição financeira.

Ele também era alvo de investigação da Polícia Federal e tinha difusão internacional.

Golpe bilionário em investidores

De acordo com as apurações, José Oswaldo atuava em Curitiba, por meio de duas empresas ligadas ao ramo de investimentos:

1 – The Boss, responsável por captar clientes;

2 – Futuree Bank, um banco digital onde eram feitas as aplicações.

Nas redes sociais, ele se apresentava como o “Lobo do Batel”, em referência ao bairro nobre da capital paranaense e ao personagem do filme “O Lobo de Wall Street”, que retrata a história de um operador do mercado financeiro que enriquece de forma ilegal.

As vítimas relatam que a The Boss oferecia investimentos com promessa de rendimento de 3% ao mês, bem acima da média do mercado.

O dinheiro era direcionado ao Futuree Bank, que tem capital social declarado de R$ 1 milhão. Com a promessa de lucro fácil, muitos investidores chegaram a aplicar valores altos, alguns acima de R$ 1 milhão, segundo a investigação.

Com o passar do tempo, começaram as reclamações de dificuldade para acessar as contas e realizar saques. A estimativa é de um prejuízo de cerca de R$ 1 bilhão a pelo menos 800 pessoas.

Outros investigados e operação da PF

Além do “Lobo do Batel”, a Polícia Federal também investiga os sócios Eduardo Votroba e João Vítor Cobaiashi, ligados às empresas The Boss e Futuree Bank.

Um funcionário do banco digital, Luciano Lemes, já havia sido alvo da PF na Operação Fake Money, que apurou a venda de créditos tributários falsos para empresários do Paraná e de São Paulo.

O caso faz parte da Operação Mors Futuri, deflagrada pela Polícia Federal. Na última semana, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em Curitiba, além do bloqueio de R$ 66 milhões em bens e ativos, como imóveis e carros de luxo.

Prisão em Santa Catarina

A prisão em Santa Catarina ocorreu após a Polícia Militar receber a informação de que José Oswaldo estaria hospedado em um hotel de alto padrão em Itapema.

As equipes fizeram monitoramento, confirmaram a presença do suspeito e realizaram a abordagem no quarto.

No local, foram apreendidos R$ 1.131.220 em espécie, US$ 721.300 em dinheiro vivo, além de celulares, tablet, notebook, relógios e chaves de veículos — valores que, somados, ultrapassam a marca de R$ 5 milhões.

Todo o material foi encaminhado à Polícia Federal em Itajaí, e José Oswaldo foi levado ao presídio de Itapema, onde permanece à disposição da Justiça Federal enquanto o esquema continua sendo detalhado pelas autoridades.