Sofá, colchão, espuma e pedaços de madeira jogados na calçada voltaram a provocar indignação em Criciúma. A cena foi mostrada em vídeo pelo diretor da Defesa Civil do município, Fred Gomes, e expõe um problema antigo: o descarte irregular de lixo em via pública.
Nas imagens, Fred chama a atenção para materiais deixados em local impróprio, mesmo após alertas constantes sobre os riscos em dias de chuva.
“Tá ficando chato”, afirma o diretor no vídeo, em tom de desabafo.
A fala resume a frustração de quem trabalha na prevenção, mas encontra o mesmo problema se repetindo. O lixo pode ser arrastado pela água, entupir bocas de lobo, valas e tubulações, além de dificultar o escoamento durante temporais.
Na publicação, Fred escreveu: “Mesmo assim não desistimos, seguimos fortes!”
A frase reforça o trabalho das equipes, mas também deixa uma cobrança: a prevenção não depende apenas do poder público.
Quando móveis, entulhos e restos de materiais são abandonados em calçadas ou perto de áreas de drenagem, o risco deixa de ser individual e vira problema coletivo.
Lixo jogado na rua não desaparece. Ele pode parar em bueiros, canais, rios e tubulações, aumentando o risco de alagamentos e prejuízos para moradores, motoristas e comerciantes.
A orientação é que materiais como móveis velhos, colchões, madeiras e entulhos não sejam deixados em vias públicas, terrenos baldios ou próximos de bocas de lobo. A população deve buscar os canais oficiais da Prefeitura para saber como fazer o descarte correto.
Em caso de emergência, a Defesa Civil de Criciúma atende pelo 199.