Após matar a namorada, uma jovem de 19 anos, em Sangão, o suspeito teria usado o celular da vítima para enviar mensagens à mãe dela e tentar esconder o crime. Capturas de tela mostram que o homem se passou por Joviana Evely Iankovski para justificar seu desaparecimento nos dias seguintes ao feminicídio.
Segundo a irmã da vítima, Lívia Beatriz Iankovski, a primeira mensagem foi enviada por volta das 3h da madrugada de sexta-feira (8). O suspeito utilizou o próprio celular para afirmar que era Joviana e disse que estaria usando o aparelho do namorado porque o seu estava sem bateria.
Nas conversas, ele alegava que a jovem não voltaria para casa porque teria bebido demais na noite anterior e passado mal. Ainda se passando por ela, informou que buscaria um atestado médico para justificar a ausência no trabalho.
No entanto, conforme a investigação, Joviana já estava morta quando as mensagens foram enviadas. A jovem teria sido assassinada após uma discussão motivada por mensagens trocadas pelo suspeito com outras mulheres. De acordo com o relato apresentado à polícia, ela foi imobilizada com um golpe conhecido como “mata-leão” ao tentar deixar a residência do namorado.
Nos dias seguintes, o homem continuou mantendo contato com familiares da jovem. Em novas mensagens, ele teria informado que Joviana permaneceria na casa dele e que seguiria diretamente para o trabalho na segunda-feira (11), sem passar pela residência da família.
A justificativa levantou suspeitas, especialmente da mãe da vítima, que estranhou o fato de a filha não precisar retornar para casa para buscar materiais de trabalho. Além disso, Joviana deixou de responder às mensagens da família, aumentando a preocupação dos parentes.
Sem conseguir contato com a filha, a mãe acionou a Polícia Militar. Os policiais foram até a casa do suspeito e encontraram o corpo de Joviana enrolado em lençóis e trancado em um quarto.
Após a descoberta, o homem se apresentou às autoridades e confessou o crime. Em audiência de custódia realizada nesta semana, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. Ele permanece detido enquanto o caso segue sob investigação.