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Foto: Reprodução/Redes Sociais

A vice-prefeita de Major Vieira, no Norte de Santa Catarina, Vilma Muller Kiem, foi afastada do cargo de secretária municipal de Saúde por um período de 90 dias, após decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). O afastamento ocorre no âmbito de uma ação que apura o uso indevido de uma ambulância e de um motorista do município para uma viagem de caráter particular até Curitiba, no Paraná.

De acordo com a decisão judicial, Vilma teria utilizado o veículo oficial para se deslocar à capital paranaense com o objetivo de realizar uma consulta médica particular, acompanhada das irmãs. O episódio ocorreu em janeiro deste ano e foi enquadrado como possível ato de improbidade administrativa. A defesa da vice-prefeita tem prazo de 30 dias para apresentar contestação.

A decisão foi assinada pela juíza Mirella Lissa Yasutomi, que destacou que o benefício de Tratamento Fora do Domicílio (TFD) existe, porém deve ser previamente autorizado e executado pela rede pública ou conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a magistrada, esse não teria sido o caso, já que o atendimento buscado ocorreu na rede particular de saúde.

Em nota, a Prefeitura de Major Vieira informou que acompanha o caso, mas afirmou que, até o momento, não foi oficialmente citada no processo. O município não esclareceu se a vice-prefeita permanecerá exercendo o cargo eletivo durante o afastamento da secretaria.

A investigação conta com imagens de câmeras de pedágio e depoimentos de testemunhas. Uma delas relatou que o pedido pelo uso da ambulância teria sido feito diretamente por Vilma a um ex-servidor responsável pela frota de veículos, sendo atendido de forma imediata e sem qualquer registro no sistema do SUS.

Ainda conforme a decisão, registros inseridos posteriormente não indicavam o nome da vice-prefeita como paciente, o que gerou questionamentos diante do conjunto de provas apresentado. A magistrada também considerou que Vilma possui influência sobre servidores municipais e que sua permanência no cargo poderia interferir no andamento das investigações.

Diante disso, foi determinado o afastamento cautelar da função de secretária de Saúde, sem prejuízo da remuneração, além da proibição de contato com testemunhas envolvidas no processo.

Em posicionamento oficial, a Prefeitura de Major Vieira reiterou que, assim que for formalmente notificada, cumprirá todas as determinações judiciais e colaborará para o esclarecimento dos fatos, reforçando o compromisso com a transparência e a legalidade na administração pública.

Com informações do G1/SC