O homem suspeito de ter jogado a companheira do 10º andar de um prédio em São Paulo, Alex Leandro Bispo dos Santos, foi preso na terça-feira (9) pela Polícia Civil. Mesmo apontado como principal suspeito, ele chegou a comparecer ao velório de Maria Katiane, no Ceará, onde chorou diante do caixão da vítima.
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A morte, inicialmente tratada como possível suicídio, passou a ser investigada como feminicídio após a análise de novas imagens do condomínio. Alex, de 32 anos, teria provocado a queda da esposa durante uma discussão na madrugada do crime.
A prisão ocorreu após a divulgação de gravações internas do prédio. As câmeras do elevador e do estacionamento registram o casal discutindo e mostram Alex agredindo Maria momentos antes da tragédia. Testemunhas relataram que o casal havia retornado de uma festa e que a briga se intensificou ao chegar no apartamento.
Mesmo assim, o suspeito compareceu ao velório e foi filmado chorando sobre o caixão de Maria Katiane durante a despedida, realizada em 1º de dezembro no interior do Ceará.
Versão do suspeito não convenceu a polícia
No dia da morte, Alex afirmou que Maria teria se jogado do apartamento. Segundo seu depoimento, o casal discutiu porque ele queria passar a noite com um filho de outro relacionamento antes de uma viagem. Ele disse que estava em outro cômodo quando ouviu um grito e viu a companheira caída.
A hipótese de suicídio, no entanto, perdeu força quando os investigadores constataram que havia uma tela de proteção na varanda, estrutura que precisaria ser rompida para que a queda ocorresse. Com as imagens de agressão divulgadas posteriormente, o caso passou a ser tratado como homicídio.
Histórico e andamento da investigação
Maria Katiane vivia com Alex há sete anos. O suspeito tem antecedentes criminais por roubo. Para a polícia, a principal linha de investigação é a de que a jovem foi empurrada após uma série de agressões.
Alex está preso temporariamente enquanto o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) reconstrói os minutos que antecederam a queda. Depoimentos de moradores, laudos periciais e a análise detalhada das câmeras do condomínio integram o inquérito. A expectativa é que novas diligências confirmem se houve ação direta do suspeito no que já é tratado como um caso de feminicídio na capital paulista.











