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Foto: Reprodução

“Vivo ou morto, eu quero meu filho.” O desabafo resume a dor de uma mãe que, há quase uma semana, vive entre a esperança e o desespero. Assim como ela, familiares de quatro jovens de Minas Gerais seguem em busca de respostas após o desaparecimento dos rapazes em Santa Catarina.

Os jovens, com idades entre 19 e 28 anos, moravam juntos na Grande Florianópolis e não fazem contato desde a madrugada do último domingo (28). Todos são naturais do Sul de Minas, das cidades de Guaxupé e Guaranésia, e foram vistos pela última vez em frente ao apartamento onde residiam, no bairro Barreiros, em São José, na região metropolitana da capital catarinense.

Imagens de câmeras de segurança mostram o grupo caminhando pela rua durante a madrugada. Depois disso, não houve mais qualquer notícia sobre o paradeiro dos quatro.

Desde então, o aposentado André Luiz da Silveira vive dias de profunda angústia. Ele é pai de Daniel Luiz da Silveira, de 28 anos, que havia viajado para Florianópolis na véspera do Natal em busca de uma oportunidade de trabalho.

“Ele me disse que estava tudo certo, que já tinha conseguido serviço e que começaria na segunda-feira. Estava feliz, tudo encaminhado. De repente, sumiu. Já faz dois dias que não almoço, não janto, não durmo. Minha vida está destruída”, relatou.

A mesma aflição é sentida pela confeiteira Rosa Maria Máximo, mãe de Bruno Máximo da Silva, também de 28 anos. O jovem mora em Santa Catarina desde outubro e trabalhava em um restaurante. Segundo a família, o contato com ele era frequente até o dia do desaparecimento.

“A gente conversou normalmente no sábado. Depois disso, não falei mais com ele. É apavorante não saber se está vivo ou morto, o que aconteceu. É muito difícil”, desabafou Rosa.

Daniel e Bruno dividiam o apartamento com outros dois amigos: Guilherme Macedo de Almeida, de 20 anos, natural de Guaranésia, e Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19, natural de Araraquara (SP). Pedro morava com os amigos em São José havia cerca de três meses.

A auxiliar de produção Silvia Aparecida do Prado, mãe de Pedro, contou que falou com o filho por videochamada um dia antes do desaparecimento. Segundo ela, o jovem tinha planos de crescer profissionalmente e, no futuro, levar a família para morar em Santa Catarina.

“O sonho dele era bater asas, ir atrás de algo melhor. Eu sempre dizia pra ele tomar cuidado, com quem anda, onde entra. A gente cria filho pro mundo, mas mãe nunca deixa de se preocupar”, afirmou.

As imagens de segurança que mostram os jovens caminhando pelo bairro Barreiros já foram entregues à Polícia Civil, que investiga o caso. Em uma das gravações, dois deles, Guilherme e Bruno, aparecem novamente próximos ao prédio por volta das 4h16 da madrugada.

O apartamento onde os quatro moravam foi encontrado em condições que indicariam uma saída repentina. Conforme relato de um vizinho, a porta estava destrancada, as janelas abertas, havia comida sobre o fogão e objetos pessoais, incluindo carregadores de celular, ficaram para trás.

Com informações do G1/SC