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Seus dados vazaram? Veja como descobrir se CPF, e-mail e senhas foram expostos

HN Notícias |

Nome, CPF, telefone, endereço, e-mail e senhas estão entre as informações que podem acabar expostas após ataques contra empresas, sites e aplicativos. O problema é que, depois de um vazamento, esses dados podem ser utilizados por criminosos para aplicar golpes, tentar acessar contas ou até se passar pela vítima.

E nem sempre a pessoa fica sabendo quando isso acontece.

Hoje existem ferramentas que permitem descobrir se um endereço de e-mail ou senha já apareceu em vazamentos conhecidos. No Brasil, também é possível consultar se existem contas bancárias, empréstimos ou chaves Pix vinculadas ao CPF e até impedir preventivamente a abertura de contas ou a inclusão do documento em empresas.

O HN Notícias reuniu algumas das principais consultas que podem ser feitas pela internet.

1. Confira se seu e-mail já apareceu em algum vazamento

Uma das ferramentas mais conhecidas mundialmente é o Have I Been Pwned.

O serviço reúne bases de vazamentos já identificados e permite pesquisar gratuitamente um endereço de e-mail. Atualmente, a plataforma informa reunir bilhões de endereços que apareceram em incidentes de segurança.

Como consultar:

  1. Acesse: https://haveibeenpwned.com/
  2. Digite seu endereço de e-mail;
  3. Clique em Check;
  4. Aguarde o resultado.

Se aparecer a mensagem “Good news — no pwnage found!”, aquele e-mail não foi localizado nos vazamentos cadastrados na plataforma.

Se aparecer “Oh no — pwned!”, significa que o endereço foi encontrado em um ou mais vazamentos conhecidos. O site mostra abaixo quais serviços foram comprometidos e os tipos de informações expostas.

Importante: encontrar o e-mail em um vazamento não significa necessariamente que alguém entrou na sua conta. Significa que informações relacionadas àquele endereço estiveram presentes em uma base comprometida.

2. Veja se alguma senha que você usa já foi exposta

O próprio Have I Been Pwned possui uma área específica para verificar senhas encontradas em vazamentos.

A consulta está disponível em:

https://haveibeenpwned.com/Passwords

Ao informar uma senha, o sistema verifica se ela já apareceu em bases de credenciais comprometidas. Caso seja encontrada, a recomendação é não utilizá-la novamente.

Segundo o serviço, a consulta utiliza um sistema em que a senha completa não é enviada ao servidor: a verificação é realizada por meio de partes de um hash criptográfico.

Mesmo assim, é fundamental conferir se o endereço acessado é realmente haveibeenpwned.com antes de digitar qualquer informação.

3. Usuários do Google podem fazer um check-up de todas as senhas salvas

Quem utiliza o Chrome ou salva senhas na Conta Google pode fazer uma verificação automática.

O Gerenciador de Senhas do Google identifica credenciais que:

  • apareceram em vazamentos;
  • são consideradas fracas;
  • estão sendo reutilizadas em diferentes contas.

O recurso oficial está disponível em:

https://passwords.google.com

Depois de entrar na Conta Google, procure por Check-up de senha e selecione Verificar senhas.

No Android, também é possível abrir o Chrome, acessar Configurações > Gerenciador de senhas do Google > Check-up.

Caso uma senha apareça como comprometida, ela deve ser alterada principalmente se ainda estiver sendo utilizada.

4. No iPhone, o próprio aparelho identifica senhas vazadas

Usuários de iPhone também possuem uma ferramenta integrada.

Nos aparelhos com versões mais recentes do iOS:

  1. Abra o aplicativo Senhas;
  2. Toque em Segurança;
  3. Confira se existem contas marcadas como comprometidas.

O iPhone consegue alertar quando senhas armazenadas aparecem em vazamentos conhecidos, além de identificar credenciais fracas ou reutilizadas.

Também é possível verificar se a detecção está ativada em Ajustes > Apps > Senhas > Detectar Senhas Comprometidas.

5. E o CPF? É possível saber se ele vazou?

Aqui existe uma diferença importante.

Não há um sistema público único que permita digitar o CPF e descobrir todos os vazamentos existentes envolvendo aquele documento.

Existem, porém, serviços que ajudam a identificar sinais de que os dados podem estar sendo utilizados indevidamente.

A Serasa, por exemplo, oferece um relatório que mostra consultas realizadas ao CPF nos últimos dois anos, empresas abertas em nome do consumidor e os últimos cinco vazamentos do CPF encontrados na chamada Dark Web, caso existam. O relatório é atualmente um serviço pago.

A consulta pode ser iniciada em:

https://www.serasa.com.br

No site ou aplicativo, o caminho informado pela empresa é Meu CPF > Consultas em seu nome > Solicitar meu relatório.

Mas há também ferramentas públicas e gratuitas que vale a pena conhecer.

6. Consulte se existem contas bancárias ou empréstimos que você não reconhece

O Registrato, do Banco Central, é uma das ferramentas mais importantes para quem suspeita do uso indevido dos próprios dados.

O sistema permite consultar gratuitamente informações como:

  • bancos nos quais você possui relacionamento;
  • empréstimos e financiamentos;
  • chaves Pix;
  • cheques sem fundos;
  • operações de câmbio.

Esses relatórios podem ajudar a identificar, por exemplo, uma conta bancária que a pessoa não reconhece.

Acesse:

https://www.bcb.gov.br/meubc

É necessário entrar utilizando uma conta gov.br de nível prata ou ouro e com verificação em duas etapas habilitada.

Depois, basta acessar o Registrato e consultar os relatórios disponíveis.

Caso encontre alguma conta, operação ou relacionamento que não reconheça, o Banco Central orienta procurar a instituição responsável pela informação.

7. Dá para impedir que abram uma nova conta bancária usando seu nome

Além de descobrir possíveis fraudes, é possível tomar uma medida preventiva.

O Banco Central disponibiliza gratuitamente o BC PROTEGE+. Quando a proteção está ativada, a pessoa informa ao sistema financeiro que não deseja abrir novas contas naquele momento.

As instituições financeiras são obrigadas a consultar o sistema antes de abrir uma conta. Se a proteção estiver ativa, a abertura não pode ser realizada até que o próprio usuário desative a restrição.

Para ativar:

  1. Acesse https://www.bcb.gov.br/meubc
  2. Entre com a conta gov.br prata ou ouro com verificação em duas etapas;
  3. Abra BC PROTEGE+;
  4. Selecione a opção para ativar a proteção.

A proteção pode ser desligada posteriormente caso o usuário realmente queira abrir uma nova conta.

Por isso, o fato de alguém saber seus dados não significa que aquela pessoa realmente represente o banco, uma empresa ou um órgão público.

O próprio Banco Central alerta para páginas falsas e orienta que o cidadão utilize o endereço oficial do Meu BC, não faça pagamentos para acessar os serviços do órgão e não abra links suspeitos recebidos por mensagens.

Na dúvida, encerre o contato e procure a empresa diretamente pelo aplicativo, site oficial ou telefone disponível no cartão.

Confira os principais endereços

Informação é a primeira forma de proteção
Com tantos dados pessoais circulando pela internet, nenhum usuário consegue eliminar completamente o risco de ter informações expostas. Mas acompanhar o próprio CPF, utilizar senhas diferentes, ativar a autenticação em dois fatores e verificar periodicamente se alguma credencial apareceu em vazamentos pode reduzir bastante as chances de prejuízo.


E, principalmente, é importante lembrar: ter seus dados não significa que alguém seja quem diz ser. Golpistas podem conhecer seu nome, CPF, endereço, banco e outras informações verdadeiras justamente porque esses dados já circularam em algum vazamento.


Por isso, diante de uma ligação, mensagem ou e-mail inesperado, não tome decisões apenas porque a pessoa demonstrou conhecer informações pessoais. Interrompa o contato e procure o banco, empresa ou órgão público diretamente pelos canais oficiais.


Quanto mais cedo um vazamento ou uma movimentação suspeita for identificado, maiores são as chances de agir antes que o problema se transforme em prejuízo.

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