Explosão de fofura! Em caso inédito no Brasil, elefante-marinho dá à luz em praia do Sul catarinense

Nascimento de filhote de elefante marinho nunca havia sido registrado no Brasil

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12/10/2024 15h02 - Atualizado em 12/10/2024 às 15h02
3 Min

Explosão de fofura! Em caso inédito no Brasil, elefante-marinho dá à luz em praia do Sul catarinense
Fotos: Divulgação

Na manhã dessa sexta-feira, a ocorrência inédita de uma fêmea de elefante-marinho (Mirounga leonina), acompanhada de um filhote recém-nascido, foi registrada pelo Instituto Australis, que executa o Trecho 2 do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS).

O registro foi numa praia de Garopaba, no Litoral Sul de Santa Catarina. Considerando a presença de uma fêmea solitária no dia anterior em uma praia próxima, e pelas características do filhote, o nascimento pode ter ocorrido durante à noite. 

O nascimento de filhote de elefante-marinho nunca havia sido registrado no Brasil.

O monitoramento da ocorrência conta com o apoio da equipe médico-veterinária do PMP-BS/ Udesc, responsável para execução do Trecho 1 do projeto, que realizou a aferição de temperatura e comportamento dos animais e seguirá acompanhando o caso.

O elefante-marinho-do-sul se distribui principalmente nas águas geladas do polo sul, próximo à convergência Antártica. Os nascimentos ocorrem naquela região e na costa da Argentina.

Não é comum o aparecimento desta espécie no Brasil. Normalmente são animais que dispersam fora da rota de migração e acabam parando por aqui por engano. 

As fêmeas desta espécie chegam à maturidade sexual em torno dos 4 anos de idade e podem chegar a 3 metros de comprimento. Os filhotes nascem com média de 45 quilos e vão engordando rapidamente com a amamentação, em função do leite rico em gordura.

Normalmente a mãe amamenta o filhote por cerca de 20 dias, período durante o qual ela fica exclusivamente com o filhote e não se alimenta. Isso faz com que percam bastante peso. Após este período a mãe desmama abruptamente o filhote e segue para mar.

Já o filhote ainda fica em terra em torno de 2 meses, em jejum, antes de iniciar sua primeira migração para buscar alimento.

De acordo com a Associação R3 Animal, executora do Trecho 3 do PMP-BS, o resgate ou remoção deste tipo de animal do local não é viável em função do tamanho da fêmea e da presença do filhote, o que tornaria uma operação de remoção arriscada, tanto para os animais quanto para a equipe de resgate.

“Sendo assim, é fundamental que a fêmea tenha tranquilidade e segurança para cuidar do recém-nascido durante o tempo de permanência no local. Por isso pedimos compreensão e apoio da comunidade para não se aproximar, buscando manter uma distância de pelo menos 50 metros e não deixar animais domésticos chegarem ao local. O contato para acionamentos a este tipo de ocorrência pode ser feito pelo número 0800-642-3341”, pede o órgão.

A realização do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, para as atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos.


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