A morte brutal de Maricléia Silva Corrêa, de 36 anos, vítima de feminicídio nesse fim de semana, em Forquilhinha, causou bastante comoção.
O ex-companheiro, autor do crime, foi preso ainda no sábado pela Polícia Militar.
Cerca de duas horas depois, o homem de 40 anos ligou para o 190 informando que estava numa casa no bairro Santa Cruz e que queria se entregar.
Uma viatura foi ao local e prendeu o autor, que confessou que matou a mulher, alegando que ela “estaria lhe traindo”.
O crime
O crime foi registrado na tarde de sábado, em Forquilhinha. O corpo da vítima foi encontrado às margens de uma estrada de chão, por volta das 18h, no bairro Vila Feltrin.
Segundo o delegado Fernando Possamai, as provas colhidas nos autos demonstraram a prática do crime de feminicídio consumado (art. 121-A, §2º, V, do Código Penal, com pena de reclusão de 20 a 40 anos), com aumento de pena de 1/3 até metade pelo crime qualificado pelo meio cruel, conforme declarações e depoimentos das testemunhas colhidas nos autos da prisão em flagrante.
“Inclusive com a confissão do interrogando, que confirmou a prática delitiva, após descobrir uma suposta traição, sendo que o casal estava separado há poucos dias. As testemunhas confirmaram que foram desferidas várias facadas no corpo da vítima, ainda sem quantificação dos números de golpes, não sendo encontrada a faca, mas, acreditando que sejam mais de cinco facadas, pela frente e por trás do corpo, inclusive no pescoço, em nítido meio insidioso e cruel, torturando a vítima, com dificuldade da defesa”, colocou a autoridade policial.
O delegado aguarda a confecção do laudo pericial do IML com relação ao exame cadavérico da vítima, além do laudo pericial do local do crime pelo IGP e oitivas de outras testemunhas citadas nos depoimentos.
“Aguardamos eventuais diligências complementares, sendo que o presente procedimento criminal posteriormente será encaminhado ao Fórum para julgamento através de júri popular na cidade de Forquilhinha”, concluiu Possamai.
Nas redes sociais, diversas mensagens de comoção e indignação.
“Era minha vizinha. Menina guerreira, mãe, deixa uma menina pequena e dois meninos adolescentes. Sem acreditar. Vai em paz minha vizinha, que Deus te receba”.
“Misericórdia Senhor. Quanta covardia de monstro”.
“Meu Deus! Mais uma? Até quando isso? Uma moça tão linda e jovem. Idade da minha filha. Penso sempre na mãe dessas moças que perdem a vida porque apareceu uma monstro na vida delas”.
“Como pode tanta crueldade? Até quando, até quando isso com as mulheres. Minha prima, mais uma vítima de tanto ódio e rancor de um homem que não aceitou a separação. Até quando isso, meu Deus? Ela foi mais uma vítima de muitas que não denunciam, que se calam de medo. O emocional dessas mulheres que não têm coragem de denunciar, meu Deus, que tristeza. Às vezes pensamos que não vai acontecer dentro da nossa família, mas infelizmente todas as famílias têm que olhar mais a sua volta. Muita tristeza, meu Deus do céu. Muita dor. Deixou filhos, ele nem se quer pensou nos filhos, em ninguém. Olhem ao seu redor, mulheres, tomem coragem, procurem ajuda. Isso tem que acabar, até quando?”
“Mais uma família destruída e filhos sem mãe. Quando isso vai acabar? Meus sentimentos à família enlutada”.
“Que covardia. Pra que prender? Vale a pena comer com o nosso dinheiro dentro da cadeia? Tem que matar de uma vez esse bandido. É, mas infelizmente o Brasil não tem pena de morte, mas lá na cadeia talvez os presos dão um jeito nesse vagabundo. Muito triste. Uma mulher nova. Meus sentimentos aos familiares e amigos”.